Mostrar mensagens com a etiqueta filosofia de algibeira. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filosofia de algibeira. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O Orgasmo
Atenção, este é um momento didáctico e faz uso de linguagem inapropriada. As pessoas mais sensíveis, sigam p.f. para a posta anterior. Tenho notado que as senhoras, tendem a confundir ejaculação com orgasmo. Embora pareçam ser a mesma coisa, são, para este vosso humilde escriba, completamente diferentes. Esclareçamos pois. O pénis, tal como o seu proprietário, caracteriza-se pelo oportunismo e ignorância. É um membro que agradece indistintamente uma mão amiga, uma boca colaborante, uma vagina depilada ou um rabo arrebitado. Manifesta alegria, mesmo quando amassado, esticado, comprimido ou vitimizado por mão mais rude. É reconhecido, sempre. Mas, o orgasmo, é algo mais. É união de corpos e mente, é momento sem memória, que percorre todo o corpo, que produz silenciosos estremecimentos de prazer e cumplicidade, é aquele tempo que desejaríamos eternizado. Ficam pois a saber, que para o purgatório, o orgasmo é uma manifestação física e mental, um nirvana, algo distinto da simples função orgânica [divertida, digo eu] de ejacular.
tags:
filosofia de algibeira
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sonho de uma noite de outono
Ontem sonhei com Ele. Não estava com um manto diáfano, mas com as minhas velhas 501. Falávamos sem abrir a boca. Disse-me: "Eu sou o padre a a prostituta, o professor e o analfabeto, o bondoso e o ruim, o homem e a mulher, o poeta e o prosador, o branco e o preto, o grito e o sussurro, o silêncio e o ruído, a tristeza e a alegria." Estranhamente compreendi o que me queria dizer. O divino somos nós. Somos tudo, o que sentimos, o que vivemos, o sagrado e o profano. É esse o nosso céu e o nosso inferno. Depois é o vazio. Quando o meu corpo putrefacto, expelir gases, entrar em decomposição, quando as larvas comerem os meus olhos, morderem as minhas carnes, saberei que nada mais existe. Fui homem e Deus, pecado e redenção, céu e inferno. Reconheci-o. Era Nietzsche.
tags:
filosofia de algibeira,
untagged
Subscrever:
Mensagens (Atom)