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terça-feira, 23 de agosto de 2011
sábado, 20 de agosto de 2011
Em cuecas ficamos nós ...
Ontem o palhaço actou em Porto Santo. O Bokassa da Madeira mantêm-se à margem da austeridade porque "atirar a toalha ao chão" não é com ele. Claro que não, basta agitar o independentismo e as mais de três décadas de vitórias para o PSD que logo PPC afogará o "problema Madeira" com dinheiro de todos os contribuintes, madeirenses ou não. Sacrifícios sim, mas só para alguns. Ficamos nós em cuecas que AJJ vai continuar a gastar à tripa forra.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Estas no son mis armas!
Longe de ser um perigoso revolucionário ou agitador tenho dificuldade em aceitar o pacifismo incondicional. Vindo do budismo ou hinduísmo aceito-o mais facilmente porque sucede a uma matriz cultural e religiosa. Já não entendo os "indignados" espanhóis que apanham porrada de criar bicho e agitam as mãos gritando "estas son nuestras armas".
Não me verão atirar a primeira pedra nem cair na esparrela dos agents provocateurs, mas não esperem de mim a cristã atitude de levar e oferecer a outra face.
O recurso à violência legitima violência. Vem esta prosa a propósito da carga exercida sobre os manifestantes "laicos" nas Puertas de Sol. Sem provocação ou agressão o direito à manifestação é legítimo tanto para os católicos como para quaisquer outros. O estado espanhol exerceu a sua laicidade à bastonada, provando que de laico tem muito pouco. Torquemada toma novas faces, deixando medievas vestes inquisitoriais e travestindo-se de polícia de choque. Quando provocado e havendo pedras à minha volta, serão essas as minhas armas.
Update: Según el sindicato policial, "en las imágenes difundidas no aparecen razones de seguridad ni restablecimiento del orden que justifiquen dichos golpes".
Via: Publico.es/Der Terrorist
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Its the end of the world as we know it
Olho os jornais. A Alemanha estagnou no crescimento do PIB. Qual Nostradamus de trazer por casa, caso a inércia Merkel/Sarkozy se mantenha, prevejo Mercedes e BMWs a preços de saldo, submarinos de água doce sem comprador, maquinaria pesada a fazer stock nos parques industriais. A chanceler nunca compreendeu que os países ricos não são uma ilha, e que sem consumidores não há produtores que resistam. Não é preciso ser economista, basta ter bom senso para se perceber que o capitalismo entrou num ciclo autofágico. Ler Roubini a citar Marx ou Buffett a pedir um aumento de impostos para os super-ricos é um sinal de mudança dos tempos. O capitalismo como teoria económica ou se adapta, regenera e assume uma componente de redistribuição ou morre. Alguns já compreenderam esta necessidade. Outros, em estado de negação ou por burrice pura e dura recusam-se a aceitar que é preciso um novo modelo económico ou uma rápida readaptação do capitalismo tal como o conhecemos. Tempos interessantes estes os que vivemos em que se inicia gradualmente uma mudança de paradigma.
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sábado, 13 de agosto de 2011
Um gagueja outro titubeia ou como tudo o que tocam se transforma em merda!
Fodidos estamos, mais fodidos ficaremos. Presenciei hoje dois momentos de humor dignos do melhor Yes, Minister. A Judite não passou a inglês. Eu se falasse a língua de sua majestade assim, só o faria para dar direcções a camones perdidos. O dinamarquês gagueja. Mas o mais grave é que é um gago intelectual. Com uma ar de "eles mandarem-me práqui" e um discurso que não ultrapassa em nada a cartilha ideológica do FMI, deu uma entrevista confrangedora. Atrapalhado, vago e um "se isto não der merda no mundo, vocês até se podem safar". Obrigadinho, mas temos 9.999.999 portugueses capazes de dizerem a mesma coisa. Se esta cotovia mato, já só me faltam três para quatro.
A Judite pôs-se na típica posição portuguesa. Acha que os camones é que rulam. Confundiu por três vezes responsabilidades do governo com as da troika. Isto por uma jornalista sénior que quando estava no Porto dizia "laite" em vez de leite, diz muito sobre os incapazes da comunicação social. E são aos montes.
O tótó Gaspar teve mais um momento mágico. Não faz a mínima ideia do que há-de fazer. Foi ultrapassado pelas circunstâncias. Vê-lo a desculpar-se com o orçamento de 2011 é um déjà vu. Do género, eu nem sabia no que me estava a meter, o traque que aquele menino deu não foi ele, fui eu. Sabia o que o esperava ou é burro. As desculpas com o OE de 2011 são a mostra de um argumentário minimal e rídiculo. É fodido afrontar as corporações e os interesses instalados. Além do mais é preciso ideologia e não uma vaga ideia.
domingo, 7 de agosto de 2011
Medidas que dão boa imprensa mas não valem a ponta de um corno ...
Administradores passam de 7 para 11, mas Estado poupa 89 600 €/ano.
Depois das gravatas da Cristas, mais esta medida de referência, que na prática significa um poupança de 0,0001% da despesa pública. Mais do que 89.600€/ano gasta a Caixa em clips, agrafos, elásticos, canetas e demais material básico de escritório. O governo parece apostado em tomar medidas que dão boa imprensa mas que não valem a ponta de um corno.
Depois das gravatas da Cristas, mais esta medida de referência, que na prática significa um poupança de 0,0001% da despesa pública. Mais do que 89.600€/ano gasta a Caixa em clips, agrafos, elásticos, canetas e demais material básico de escritório. O governo parece apostado em tomar medidas que dão boa imprensa mas que não valem a ponta de um corno.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Deus ... me livre!
Rodrigo Moita de Deus é um personagem engraçado. Um ar pseudo nobre, um apelido a condizer e uma notoriedade que não sei de onde lhe advém. Caracteriza os monárquicos como bonacheirões e simpáticos, que não gostam de revoluções. Enredado no seu próprio onanismo não compreende que toda esta tolerância é recíproca. Basicamente ninguém os leva [monárquicos] a sério. Aliás a substituição do Príncipe de Boliqueime pelo Duque de Bragança teria a inegável vantagem de remover um cara de pau, videirinho e oportunista por um agricultor encartado com uma pronúncia engraçada. Um homem que desperta sentimentos ternurentos e uma complacência transversal à sociedade portuguesa. Com vê Rodrigo, há questões em que a esquerda também é tolerante e bonacheirona. A hipótese de uma monarquia nada mais provoca do que um sorriso compreensivo. Um assentimento igual ao que temos com os dislates de crianças e idosos. A receita ideológica de Deus em nada difere da da direita tradicional. Manter o statu quo, preservar o bloco central, estrategicamente mudando os actores para que tudo fique na mesma. O mistério desta entrevista é o conceito de sex-appeal de Deus. Se Deus é especialista em comunicação e acha que a direita é mais sexy reservo-me o direito de democraticamente discordar. Descontando as olheiras do Dr. Vítor Louçã Gaspar e a careca do Álvaro compensada por uma barbicha estrategicamente colocada vejo pouca gente sexy no governo. Deve ser pelo facto toda a sensualidade e sexualidade ser usada sistematicamente para f.... os mesmos.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Transumância cavaquista
Sobre a privatização do BPN a opção parece-me clara. É uma vez mais um crime sem culpados. Oliveira e Costa, Dias Loureiro e resto do gang sobreviverão a este aperto incólumes. É a transumância cavaquista em todo o seu esplendor. O BPN é vendido a preço de saldo, com o estado a suportar a despesa com as indemnizações do pessoal dispensado.
"O Estado e o BIC vão agora ultimar os pormenores do negócio, tendo já ficado acordado que caso este banco venha a conseguir um lucro acumulado superior a 60 milhões de euros nos próximos cinco anos, "será pago ao vendedor uma percentagem de 20% sobre o respectivo excedente, a título de acréscimo de preço" - ou seja, se o banco conseguir acumular 65 milhões de lucro nos próximos cinco anos, o Estado receberá mais um milhão de euros."
Digam lá que em Portugal não se fazem negócios da China? Basta ter os amigos certos nos locais certos. Lamentavelmente este é apenas o primeiro episódio de uma série de privatizações que ficarão na história como tendo vendido activos valiosos a preços escandalosamente baixos. É o mercado, dizem ...
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sexta-feira, 29 de julho de 2011
Colossal
Pedro Passos Coelho parece ter uma preferência pelo vocábulo colossal. Voltou a usá-lo no primeiro debate na Assembleia da República. Utilizou "esforço colossal". E as palavras nem sempre libertam. Decorrido um mês de governo podemos falar várias vezes de colossal:
1. Colossal o aumento de impostos que tal como Pedro (o apóstolo) negou quando perguntado.
2. Colossal o aumento dos transportes públicos.
3. Colossal o número de elementos da comissão para acompanhamento das medidas da troika (30).
4. Colossal a embrulhada em que o governo se colocou com as nomeações para a Caixa.
5. Colossal a insensibilidade que demonstrou ao deixar um mero Secretário de Estado ventilar a hipótese de uma ainda maior diminuição das indemnizações por despedimento, colocando não uma geração, mas um país, com vínculo laboral precário.
6. Colossal o impacto que irá ter nos nossos bolsos a liberalização do mercado energético.
7. Colossal a ineficácia de um governo que, um mês volvido, não apresentou uma única medida de redução da despesa pública verdadeiramente capaz.
Poderia continuar ad eternum a utilizar a palavra colossal para caracterizar o absurdo deste modelo ideológico, para o facto de a austeridade gerar recessão, para o momento em que estas medidas nos transformarão numa segunda Grécia. Atirar dinheiro para cima dos problemas não os resolve. É um facto que Sócrates provou à saciedade. Retirar dinheiro e direitos aos poucos trabalhadores que ainda resistem é como tentar apagar um fogo com gasolina. Algo que, infelizmente, o tempo se encarregará de provar.
La bella Italia
Os "mercados" já escolheram as próximas vítimas. Cosa fare?
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Patriotismo viral
Recentemente muitos portugueses, quais belas adormecidas, acordaram e em vez de um príncipe encantado depararam com o pesadelo em que se tornaram as agências de rating. Os mesmos portugueses que estenderam o dedo acusador ao vídeo "What the Finns Need To Know About Portugal", acusando-o de patriotismo bacoco, imprecisões históricas e o diabo a quatro divulgam agora um vídeo em inglês, com um locutor usando uma pronúncia upper class sobre a Moody's intitulado "We are not in the Moody's". Este patriotismo selectivo e circunstancial, enoja-me. O vídeo dos finlandeses como poderia servir de "muleta" a Sócrates foi maltratado, diminuído nos seus argumentos, analisado como uma peça a descartar rapidamente. Estes críticos fazem agora a manobra de propaganda inversa, amortizando o "murro no estômago" com imagens do 12 de março, casamento gay e outras. Não sendo um patriota circunstancial, nem sobrevalorizando o patriotismo que amiúde esconde nacionalismos retrógrados e conservadores apraz-me registar o regresso ao bom-senso de ovelhas tresmalhadas pelo ódio a Sócrates. Back to basics, i.e. discutir ideias e propostas e não indivíduos.
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domingo, 24 de julho de 2011
A revolução já começou
Dedicado à Ana. Porque conformar-se é morrer um bocado.
Bem-vindos à guerra social
"Quando se liquidam empregos, baixam salários, se contrata a prazo e se acaba com a velha conquista do movimento operário, no início do século xx, de oito horas de trabalho, oito horas de lazer e oito horas de descanso, era bom que se lembrassem que além do roubo que estão a fazer a quem trabalha também estão a semear uma guerra. E estas, quando começam, não se sabe como acabam."
Nuno Ramos de Almeida no i
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sexta-feira, 22 de julho de 2011
all you wanted to know about blogs but were afraid to ask
O sinistro Pacheco Pereira, tem mais um dos seus ataques de "lucidez selectiva". No abrupto revela um pouco do all you wanted to know about blogs but were afraid to ask.
"...blogues de facção, foram nos últimos anos um instrumento fundamental na propaganda do "passismo" no PSD, atacando com virulência Manuela Ferreira Leite, promovendo os seus, fazendo o sale boulot. Não admira que agora pareçam mansos cordeiros: é que chegou o payback time."
Seguem-se as nomeações:
"...
31 da Armada: Afonso Azevedo Neves, Carlos Nunes Lopes, João Villalobos
Albergue Espanhol: Afonso Azevedo Neves, António Nogueira Leite, Pedro Correia
Cachimbo de Magritte: Miguel Morgado
Portugal dos Pequeninos: João Gonçalves"
É claro que os fundadores da oeiras school of economics e uns jovens já crescidos mas que ainda que gostam de brincar à Guerra das Estrelas, acusaram o toque. Os do 31 da palhaçada dispararam 14 postas de rajada, mostrando o visível embaraço que lhes causam as nomeações. A imprensa já não é o Quarto Poder. Foi-lhe usurpado pela blogosfera.
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quinta-feira, 21 de julho de 2011
Ainda o desvio colossal ....
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Alguém me explica onde está o desvio colossal? É que atendendo à sazonalidade e a um segundo semestre tradicionalmente mais forte do lado do consumo e consequentemente da receita, o desvio parece-me tudo menos colossal.
Consultar informação completa em http://www.dgo.pt/Boletim/0711-ind.html
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Quem inspecciona os inspectores?
Duas novas entidades vão fiscalizar o acordo com a troika. São elas a ESAME, coordenada por Carlos Moedas, com 30 elementos e o Conselho das Finanças Públicas. Calcula o i que serão ao todo 103 "inspectores". A este ritmo PPC arrisca-se a criar os 150.000 empregos prometidos por Sócrates. Proponho desde já a Comissão de Inspecção aos Inspectores, que ainda por aí muita malta desempregada. Mesmo que a medida não implique grandes custos (e não estou certo disso), é a antítese da simplificação e desburocratização de que este país tanto necessita. Prometeram acabar com as fundações e institutos e "emagrecer" o estado. Mais uma promessa esquecida.
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domingo, 17 de julho de 2011
perguntas, só perguntas ...
O Ministério das Finanças já contabilizou quanto vão cair as receitas do IVA face ao novo imposto extraordinário?
Já fez contas a quantos comerciantes vão falir e os custos sociais que esta medida vai ter?
E quanto é que vai impactar os subsídios de desemprego e outras prestações sociais que este imposto vai gerar?
É que o ministro parece não conhecer a "estória" do burro do inglês, que morreu quando estava quase habituado a deixar de comer.
Já fez contas a quantos comerciantes vão falir e os custos sociais que esta medida vai ter?
E quanto é que vai impactar os subsídios de desemprego e outras prestações sociais que este imposto vai gerar?
É que o ministro parece não conhecer a "estória" do burro do inglês, que morreu quando estava quase habituado a deixar de comer.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Um funcionário por agricultor? Corte-se nas gravatas
Sound bites da imprensa à parte, esperaria que a primeira medida pública saída do MAMAOT (Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Terrotório) fosse relacionada com a agricultura, as pescas ou até eventualmente com o Ambiente. Num super Ministério com mais de 10.000 funcionários, certamente haveria muito por onde cortar. Existe também a possibilidade de cada funcionário ter o seu agricultor de estimação. De qualquer forma actuar claramente do lado da despesa. Forte e feio, doa a quem doer. Nada disso. A nóvel ministra corta com as gravatas. Assim vamos demorar a cumprir o desígnio proclamado por Cavaco do regresso à agricultura, à vida frugal e ao "no future". Nada me move contra a medida e a sua racionalidade, mas esperaria algo de mais estruturante. O governo de Passos Coelho está a provar uma certa inépcia. Afirma a necessidade de cortar na despesa mas a primeira medida vem do lado da receita. Fala-se de reorganização da agricultura e retiram-se as gravatas. Vamos lá a deixar os simbolismos e começar a produzir medidas verdadeiramente significantes sff.
A figura do funcionário e do agricultor de estimação pretende ser caricatural e não ofensiva. Para que conste.
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