Mostrar mensagens com a etiqueta blogues. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta blogues. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de abril de 2011

José e Marcos no pais dos doutores


A apropriação de um título académico é coisa grave. É como conduzir sem carta. José não queria ser só eng.º técnico e licenciou-se a um domingo. Coisas que só acontecem a quem tem amigos influentes. Marcos licenciou-se em finanças. Pelo cansaço. "Estive lá oito anos." O que o pode qualificar para dux veteranorum, mas não lhe atribui a licenciatura. A justificação, como diz Ana Matos Pires, no jugular, é pífia. Completamente de acordo. Mas pífia é também a sociedade que acha que para se ter competências ou credibilidade, uma licenciatura é indispensável. Ninguém quereria estar nas mãos de um médico que esteve 25 anos na faculdade de medicina. Que fique bem claro que a apropriação de títulos académicos, é um crime. Mas também é tempo de reconhecer que existem méritos para lá dos académicos.

O silogismo por todos interiorizado reza assim:

1. Todo o não dr. é incompetente
2. Marcos não é dr.
3. Logo, Marcos é incompetente.

Isto é típico de uma sociedade atrasada, em que se valorizam mais os títulos académicos do que as competências. Esta mentalidade, levou a que todos quisessem ser doutores fosse no que fosse. Os mesmos que agora estão à rasca, porque o título não lhes traz competências. Caso contrário teriam emprego no dia seguinte. Isso agora só acontece aos muito bons. Seja em que área for.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Portugal, a Flor e a Foice


Os amigos do purgatório, conhecem a minha confessa admiração por J. Rentes de Carvalho. Mais do que um grande escritor é um ser humano de uma lucidez e humildade invulgares. Rentes é do tempo em que ser humilde não era encarado como fraqueza, mas como sinal de carácter. Quem isto vos confessa já sentiu na pele quanto a reserva e discrição são defeitos aos olhos de hoje. Fui "acusado" de, no trabalho, ter "mau marketing pessoal". Ora como vendo o meu trabalho e não a minha imagem, até porque não sou nenhum detergente, esta afirmação calou fundo.

Quem, como eu, tinha onze anos aquando do 25 de Abril, tem deste período memórias difusas e romantizadas da infância e adolescência. Mas J. Rentes de Carvalho, de ora adiante designado Mestre, estava vivo, e bem vivo, em Amesterdam.De lá, escreveu um ensaio sobre o pré e pós 25 de Abril, em que demonstra o conhecimento dos meandros do regime, das famílias então e hoje dominantes, de uma certa tolerância com os democratas que exibissem pedigree.

Para vos aguçar o apetite deixo aqui um pequeno excerto de "Portugal, a Flor e a Foice", revelador das idiossincracias deste período da história recente portuguesa.

"Levado como outros por esse delicioso entusiasmo de uma luta de classes a fingir, um D. Fernando, marquês de Fronteira, ofertou à CDE, para despesas eleitorais, meio milhão de escudos. O povo, ao tomar conhecimento, encontrou a designação justa para essa novidade em ideologia política: o "marquesismo-leninismo"

O primeiro post está aqui, e o segundo aqui.
E se quiserem, como eu, que esta obra seja editada, podem sempre enviar um mail para: margarida.ferra@quetzaleditores.pt

É que, este ensaio, por incómodo, está guardado numa gaveta, à espera da coragem e desassombro necessários à sua publicação em português.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Este blogue está nas nuvens !!!!

Este blogue está nas nuvens. Três meses após a sua criação, acaba de ser citado pelo Expresso.
Sem embandeirar em arco, ou presumir uma qualidade que não tem, o purgatório continua a ser um cantinho de debate e conversa, uma salinha para opiniões de amigos. Dentro desse espírito, este blogue recebe de braços abertos a sua nova amiga, ali em baixo nos amigos. Bem-vinda e esperamos a sua participação crítica. Somos poucos, mas dados à converseta.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

o purgatório está em grande !!!

 
É verdade, meus caros oito leitores. O purgatório está em grande.  Até o wehavekaosinthegarden se refere às delícias deste estado que paira entre a recompensa e o castigo.
Mesmo que inadvertida, obrigado pela preferência, rapazes!!!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Reflexões


Uma reflexão sobre o jornalismo e as suas responsabilidades, velha de 14 anos. Pena que seja de uma actualidade tão chocante. Para vosso deleite durante 7:20.
Roubado do blogue de Pedro Rolo Duarte.