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sábado, 25 de junho de 2011
Columbo, herói imperfeito
Em tempos idos os inspectores eram todos como Columbo. Não precisavam de um look de modelo, podiam andar com uma gabardine em pleno estio. Podiam ser vesgos, distraídos, humanos. Podiam fumar em público sem serem vítimas de um auto de fé sanitário. Esta humanidade desapareceu da maioria das séries de hoje.Passei muitas horas a ver Peter Falk e o seu Columbo. Fazem-nos falta heróis com imperfeições.
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sexta-feira, 10 de junho de 2011
mais uma flash mob
Já aqui tinha escrito sobre flash mobs. Esta aqui é profissionalizada e patrocinada por um grande banco americano, mas tal facto não lhe retira qualidade. Se alguém quiser organizar uma coisa mais improvisada e sem patrocínios, pode contar comigo. O talento escasseia, mas é compensado por uma enorme vontade.
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Delusion
Hoje vi o presente, o passado e o futuro do conceito de espectáculo. Uma senhora de pouco mais de 1,50 m, mostrou quão enorme é o ser humano. É um espectáculo de reflexões sobre o mundo, a vida, o presente, o passado e o futuro que Laurie apresentou no Porto. Por trás da sua fragilidade física, está um gigante intelectual. De uma sensibilidade estranha, simultaneamente prática e poética, componentes que as mulheres conseguem misturar como ninguém. À sobriedade cénica, adicionou um modo de ver e de sentir peculiar e pleno de humanidade. Laurie contou estórias sobre a América, sobre a sua origem nórdico-irlandesa, um diário, a condição feminina, a morte.
"Dizem que morremos três vezes. A primeira quando o nosso coração pára. A segunda quando somos enterrados ou cremados. A terceira quando, alguém, pela última vez, diz o nosso nome."
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domingo, 5 de junho de 2011
Artista com consciência social
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| Foto integrante do projecto |
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sábado, 4 de junho de 2011
Ary dos Santos
Sempre gostei de personagens extremos. Ary dos Santos é um deles, ainda hoje amado e odiado. Filho da alta burguesia, sai de casa aos dezasseis anos. A sua poesia mais do que engajada é quase panfletária. Homossexual, alcoólico, tudo nele é extremo, não convencional, distante do meio em que foi criado e que cedo rejeitou. Foi uma criança sobredotada, vendedor, publicitário e sabe-se lá que mais. Acima de tudo foi [é] um grande, grande poeta.
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Warming up to Laurie Anderson
Cause half the problem is seeing the problem.
Only an expert can deal with the problem
Only an expert can deal with the problem.
So if there is no expert dealing with the problem
It's really actually twice the problem.
Cause only an expert can deal with the problem
Only an expert can deal with the problem.
In America we like solutions. We like solutions to problems.
And there are so many companies that offer solutions
Companies with names like: The Pet Solution, The Hair Solution
The Debt Solution, The World Solution, The Sushi Solution.
Companies with experts ready to solve these problems.
Cause only an expert can see there's a problem
And only an expert can deal with the problem
Only an expert can deal with the problem
Ler mais aqui
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domingo, 29 de maio de 2011
Morreu Gil Scott-Heron
Morreu Gil Scott-Heron. Meu irmão a tua morte não será televisionada.
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terça-feira, 24 de maio de 2011
Laurie Anderson
Laurie Anderson é uma das minhas senhora favoritas. Condensa música e poesia como ninguém. Vai estar na Casa da Música e eu vou fazer os possíveis e impossíveis por lá estar.Vê-la ao vivo é um sonho tornado realidade.
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domingo, 22 de maio de 2011
Coisas importantes
Top 10 livros mais vendidos durante toda a Feira do Livro, Lisboa
3 – La Coca, J. Rentes de Carvalho
Isto sim, é uma boa notícia, que me enche de contentamento. "O maior escritor português vivo", tem finalmente o reconhecimento por quem verdadeiramente importa. Os leitores portugueses. Os abutres, escorpiões e outra bicharada que o perseguem são seres menores de que não rezará a história. O sucesso de J. Rentes de Carvalho é também a prova de que mesmo longe dos circuitos das vernissages e do croquete, a qualidade triunfa. Ainda há esperança para Portugal no que à literatura concerne.
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sábado, 23 de abril de 2011
J. Rentes de Carvalho e os salamaleques
José Rentes de Carvalho, um verdadeiro senhor, simples como todos os sábios, fez um pequeno post, lapidar, sobre o "Compromisso Nacional".
Deixo aqui um pequeno extracto como link para o post original.
Deixo aqui um pequeno extracto como link para o post original.
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The Bang Bang Club
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| © Kevin Carter |
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sexta-feira, 22 de abril de 2011
O Dia Deu em Chuvoso
O Dia Deu em Chuvoso
O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.
Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?
Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.
Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.
Carinhos? Afetos? São memórias...
É preciso ser-se criança para os ter...
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.
Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer...
Quando foi isso? Não sei...
No azul da manhã...
O dia deu em chuvoso.
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
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terça-feira, 19 de abril de 2011
LeV 2011
Magníficos momentos com Reif Larsen, José Rentes de Carvalho, Mário Delgado Aparain e valter hugo mãe. De como se deve viajar com um pé nos sonhos e outro na realidade, ou mais do que os lugares, o que marca o viajante são as pessoas, as suas história e memórias e o modo como as registamos e tornamos significantes. Quando esses lugares para lá dos dragões deixam de ser o fim e passam a ser o porquê.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Obélix & Companhia
Hoje lembrei-me desta obra notável. Dos 7 aos 77 é uma estória a não perder, até pelo modo como aqui são retratadas as idiossincrasias do capitalismo que tanto nos atormenta.
É, em alguns aspectos, premonitório.
Sínopse roubada da Wikipedia.
"Os romanos têm um novo plano para dominar a aldeia dos irredutíveis gauleses, pretendem conquistá-la. Para isso enviam um patrício romano até à Gália para seduzir Obélix e vender-lhe menires, enquanto controla o preço dos mesmos, deixando o guerreiro gaulês o homem mais rico da aldeia. Logicamente que o enriquecimento súbito de Obélix atrai as atenções, além disso ele começou a colocar vários habitantes da aldeia a trabalhar para ele. Astérix aborrecido por ver o amigo distante e ganancioso, decide dar-lhe uma lição, convencendo outros habitantes da aldeia a fazer menires. Com o negócio dos menires em alta, a aldeia acalmou e pararam os ataques aos romanos, mas em contrapartida Roma encontra-se sem dinheiro, pelo que suspende o pagamento de menires. Os gauleses descobrem que foram usados e atacam o forte romano."
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sábado, 9 de abril de 2011
A Justiça tarda mas não falha
Os "fregueses" habituais do purgatório conhecem bem a minha admiração por J. Rentes de Carvalho. Estranhei o facto deste grande escritor não o ter o merecido reconhecimento em Portugal. Finalmente a reedição da sua obra "La Coca" está a minimizar essa injustiça.
O meu amigo Ricardo, na sua estante acidental, disse a propósito da obra de Mestre Rentes "Ninguém é profeta na sua terra". É com alegria que respondo com o aforismo "A justiça tarda mas não falha". Felicitações Mestre!
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
My country
Peter Garrett has said "It's not an anthem in favour of any country - it's more like a song about how the flag is often used to cover a multitude of sins and crimes - and how people hide behind the patriotism."
Was it just a dream, were you so confused
Was it just a giant leap of logic
Was it the time of year, that makes a state of fear
Methods were the motives for the action
And did I hear you say
My country right or wrong
Did you save your face
Did you breach your faith
Women, there were children at the shelter
Now who can stop the hail
When human senses fail
There was never any warning, no escape
Did I hear you say
My country right or wrong
My country oh so strong
My country going wrong
My country right or wrong
I hear you say the truth must take a beating
The flag a camouflage for your deceiving
I know, yes I know
It's written on your soul
I know, we all make mistakes
This is not a case of blurred vision
It's a case of black holes, pocket holes, soul holes
And did I hear you say...
My country right or wrong
My country oh so strong
My country going wrong
My country right or wrong
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segunda-feira, 4 de abril de 2011
O relógio biológico
Vais ser pai, pá. Fiquei contente. Já tínhamos falado sobre como nós homens, também temos relógio biológico. Tal como eu, também sentiste isso. Já plantei a árvore, nunca serei capaz de escrever algo que chegue aos calcanhares do que tu escreves, quanto mais um livro. A tua vida vai mudar, para melhor. Digo-to eu, que também tive o relógio a fazer tic-tac, tic-tac. Vais ser um pai baril. Vais-te aperceber como a paternidade está "embebida" no nosso código genético, quando começares a mudar fraldas em tempo recorde, a dominar a temperatura de biberões, a saber tudo sobre leites e papinhas, a conseguir acalmar o rebento com mimos, falando baixinho, ou cantando desafinadamente uma velha canção de que já não te recordavas. tic-tac,tic-tac, já falta pouco para Setembro.
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quarta-feira, 30 de março de 2011
"Os Pais dos Outros" de Romana Petri
E agora, algo de pessoal. Por razões que não vêm ao caso, fui criado com os meus avós desde os 6 meses de idade. Consequentemente os meus pais foram os meu avós. Quando aos cinco ou seis anos, tentaram que regressasse à casa pátria, a demanda foi inútil. Nem à força me conseguiriam tirar do mundo que conhecia e amava.
A relação foi-se mantendo conturbada e difícil, e deixou marcas que até hoje permanecem. Um sentido de rejeição. Um relacionamento belicoso com o meu pai e mãe. E um orgulho no modo como exerço a paternidade, que quase roça a soberba. Sobre mim nunca foi exercida qualquer tipo de violência. Devo ter apanhado duas ou três merecidas palmadas no rabo. Mas as relações pais-filhos são sempre marcadas por conflitos, enganos e desenganos, e a nossa muito particular mundividência.
Estas confissões foram despoletadas por um livro extremamente agreste sobre as relações entre nós e os nossos progenitores, que se chama "Os Pais dos Outros" de Romana Petri. Para quem viveu situações de conflitualidade extrema, este livro é quase uma catarse, pela mais simples das razões. A visão é sempre a dos filhos, e de como os pais (mesmo os ausentes), formam a nossa personalidade, despoletam as nossas angústias, são o objecto da nossa raiva.
Ou como nunca passamos de crianças a querer agradar aos pais.
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Eu sou assim ...
quinta-feira, 24 de março de 2011
Graffitar
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Mão Morta
do álbum "Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável", de 1998.
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